Histórico

ORIGEM DA RAÇA MANGALARGA:

Quando D. João VI veio para o Brasil, trouxe com ele alguns exemplares da raça Alter – originários da raça espanhola Andaluz – que foi desenvolvida em meados de 1700, exclusivamente para servir a família real. Eram corajosos,dóceis,de aparência vistosa, com aptidões para equitação e carruagem. Estes cavalos foram muito utilizados no Brasil para trabalho nas fazendas na lida com o gado, para caça, como esporte e como garanhão para as éguas. As éguas ibéricas que com eles cruzaram eram descendentes dos animais trazidos pelos colonizadores , sendo em sua maioria de sangue Berbere e Andaluz. As primeiras crias desses cruzamentos deram origem a uma nova raça, cujo peito amplo e os fartos músculos emolduravam as muitas qualidades, entre elas resistência, nobreza, elegância e docilidade. Um cavalo de sela por excelência. O cavalo da Raça Mangalarga.

ORIGEM E SELEÇÃO DA RAÇA MANGALARGA MARCA 53:

As primeiras notícias que temos sobre a seleção e o aprimoramento de cavalos criados pela família Junqueira, remonta a JOSÉ FRAUSINO JUNQUEIRA.
Este nasceu em 1805 na Fazenda Favacho, e dedicou-se à criação de gado leiteiro holandês e ao aperfeiçoamento da raça cavalar Mangalarga.Tinha um dom especial para avaliar os dotes de um animal, tanto que trocou um lote de quarenta novilhas por um potro, no qual reconheceu qualidades excepcionais, dando-lhe o nome de FORTUNA. Isto porque naquele tempo, quarenta novilhas valiam uma fortuna. Este potro não desmentiu os prognósticos de seu dono; foi o tronco, o iniciador, o chefe de um rebanho imenso e valioso, que hoje povoa os campos de Minas e de São Paulo.
Com a morte de JOSÉ FRAUSINO, a seleção continuou com seu filho JOÃO BRAULIO FORTES JUNQUEIRA (1837 a 1901),que se casou com sua prima Gabriela Vitalina Diniz Junqueira. O casal foi residir na Fazenda Campo Limdo em Cruzília,MG. João Bráulio tornou famosa sua marca JB, fama que goza até os dias atuais, graças aos esforços e conhecimentos de seus seguidores.

José Frauzino Junqueira Netto (1858 a 1909), único filho homem de João Bráulio, casou-se com Genoveva Clara Diniz Junqueira, filha de Francisco Marcolino Diniz Junqueira (Capitão Chico). Em 1888, mudou-se para São Pauloatraído pela fama e pela fertilidade espantosa da célebre terra roxa. Fundou a Fazenda Agudo em Orlândia onde plantou café e deu segmento ao aprimoramento do Mangalarga.

ORIGEM DA MARCA 53:

Não querendo usar a marca de seu pai, José Frausino prestou uma homenagem à sua mulher Genoveva Clara, escolhendo seu número no internato de Itu, que era o “53”.
Zezé do Agudo como era conhecido José Frauzino, resolveu dar início a um livro particular da raça Mangalarga, anotando os cruzamentos feitos, com toda a genealogia de seus animais. Em razão disto, o ano de 1902 é considerado o ponto inicial da criação do Mangalarga Marca 5, pois somente daí em diante é que existe a base para os registros .
Com a morte de José Frausino, seu filho José Mário Junqueira Netto deu segmento à seleção 53 e aos registros do Mangalarga. Dentre os garanhões usados por José Mário, deve-se ressaltar FORTUNA V que serviu até 1919 e gerou a égua NOVA ODESSA, reprodutora que mais se destacou entre suas filhas, e ao reprodutor AVENTUREIRO, que gerou o excelente APOLLO.

Com o falecimento de José Mário em 1921,sua mãe Genoveva Clara covocou seu filho Renato para tomar conta de seus negócios e consequentemente dar prosseguimento à seleção da tropa 53.
Tendo sido um grande batalhador pela melhoria do cavalo Mangalarga, Renato foi um dos fundadores da ASSOCIAÇÃO DOS CRIADORES DA RAÇA MANGALARGA em 1934 e também seu primeiro presidente.
Genoveva Clara reconhecendo os esforços de Renato deu-lhe prioridade na escolha das matrizes e reprodutores do rebanho 53, com também o legado de sua marca.
Renato transferiu residência para a Fazenda Verdun no município de Jaborandi, que ficou sendo a sede de seu criatório, trazendo consigo além das éguas, os reprodutores LÍRIO, MOSCATEL E CANÁRIO.
Com seu falecimento em 1962, a seleção da marca 53 foi passada aos seus filhos GILDA, VILMA, HAROLDO, FERNANDO, CARLOS E RENATO JUNIOR.
O plantel de éguas foi divido por seus herdeiros, ficando NITRATO, por suas qualidades excepcionais servindo como garanhão chefe de todos os plantéis.

Hoje a marca 53 esta subdividida da seguinte maneira:

LR 53 – Fazenda Córrego das Pedras de Laércio Silva Ramos
G53 – Haras Gilda Junqueira Netto de Marco Aurélio Silva Ramos
AV53 – Fazenda Pavão de Amando Expedito Teixeira e Vilma Junqueira Netto Teixeira
JN53 – Fazenda Terras de Pitangueira de Lúcia Maria S. Junqueira Netto
F53 – Fazenda Brumado de Fernando Junqueira Netto
53 – Haras Rio Pardo de Carlos Junqueira Netto
R53 – Fazenda Verdun de Renato Junqueira Netto Junior